30 de Abril de 2020
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou ontem que o congelamento dos salários de servidores públicos, por um ano e meio, pode segurar o crescimento das folhas de pagamento em até R$ 100 bilhões. A proposta de proibir aumentos nos salários do funcionalismo surgiu como possível contrapartida para o governo federal aprovar um pacote de ajuda a estados e municípios, que perderam arrecadação na crise do Coronavírus. O Senado deve votar, até o fim da semana, a inclusão dessa “condição” no pacote.
O diretor de comunicação e imprensa da APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia Marcos Barreto classificou como inadequada a tentativa do governo de congelar o salário dos servidores por um ano e meio. Segundo o diretor os profissionais da educação não estão em casa por causa da pandemia, e em Salvador estão a sete anos sem reajuste da prefeitura.
“Eu classifico essa decisão como inadequada. Eu acredito que os servidores da educação em Salvador, por exemplo, que é a área que eu atuo, não estão de férias por causa da quarentena. Nós estamos produzindo conteúdo e algumas vezes tendo aulas online. Estamos em reuniões e sempre trabalhando. Além disso as escolas servem de ponto de abrigo para desabrigados da chuva o que faz com que os professores também mantenham suas rotinas de trabalho normal.
O servidor ainda questiona a falta de reajuste por parte da prefeitura. “Nós em Salvador estamos a sete anos sem reajuste da prefeitura. Quem pensa que ser servidor público é uma festa por que ganha muito está enganado. Conheço várias pessoas do serviço público que só falam em largar o cargo e voltar para iniciativa privada por que ganha mais do que continuar sem reajuste da prefeitura”, disse.
Com informações do site Bahia Econômica
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