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APLB realiza seminário de fortalecimento sindical e prepara categoria para os desafios em ano eleitoral

APLB realiza seminário de fortalecimento sindical e prepara categoria para os desafios em ano eleitoral

11 de Maio de 2026

Em clima de debate e mobilização contra os retrocessos, a APLB-Sindicato, Núcleo Castro Alves, promoveu o I Seminário de Fortalecimento Sindical, evento que colocou em pauta a Educação como Pilar da Transformação Social e Valorização da Classe Trabalhadora.

O seminário aconteceu no sábado, dia 09 de maio, no auditório do Salão Paroquial em Castro Alves. Durante o encontro, trabalhadores e lideranças sindicais discutiram não apenas salários, mas também a luta por melhores condições de trabalho, formação política da categoria e atuação estratégica diante do cenário político, especialmente neste ano eleitoral.

Piso salarial e plano de carreira: a luta que não pode parar

Abrindo os debates, o professor Carlos Augusto, diretor da Delegacia Sindical do Planalto, destacou a luta histórica pelo piso nacional do magistério, um marco que ainda enfrenta resistência de gestores que relutam em cumpri-lo integralmente. Também foi abordado os avanços da PL 2531/2011 que trata do piso dos funcionários da educação, o que reforça a necessidade de um plano de carreira unificado, que contemple todos os trabalhadores da educação (funcionários de apoio, auxiliares e demais profissionais do ambiente escolar) que seguem invisíveis nas políticas de valorização.

“Nossa categoria precisa entender o nosso papel enquanto sindicato. Temos que desconstruir essa ideia de que o sindicato é inimigo de prefeitos e de secretários. Não somos inimigos. O que a gente quer é direitos, e o conhecimento dos próprios direitos é a primeira forma de resistência”, disse.

Consciência política: a arma mais poderosa do trabalhador

Na sequência, o ativista político Jairo Araújo chamou a atenção para uma realidade que ainda incomoda: parte dos problemas enfrentados pelos trabalhadores da educação tem origem dentro da própria categoria. A despolitização, segundo ele, enfraquece a luta e precisa ser combatida de dentro para fora, com informação, engajamento e posicionamento claro diante das questões atuais.

“Quando nos afastamos das questões políticas, nós passamos a valorizar o julgamento alheio. Precisamos estar vigilantes. A educação é um instrumento de empoderamento e a categoria precisa estar informada e antenada com as pautas mais atuais. A mudança que queremos depende de nós”, pontuou.

O comportamento eleitoral da categoria tem consequências diretas sobre as políticas que afetam o chão da escola. A categoria precisa superar a apatia política e se alinhar com quem defende a educação.

O cenário que ameaça: extrema-direita, feminicídio e a resistência necessária

A terceira e mais analítica mesa temática do seminário ficou a cargo do professor Rui Oliveira, coordenador geral da APLB-Sindicato, que conduziu uma análise ampla da conjuntura política, econômica e social que cerca os trabalhadores da educação no Brasil e no mundo.

Rui traçou um panorama de alerta: a ascensão de governos de extrema-direita em países como Estados Unidos, Itália e Argentina tem ocasionado retrocessos nos direitos trabalhistas e nas políticas educacionais. No Brasil, esse movimento também é sentido, e ameaça conquistas históricas como o próprio piso salarial do magistério. O professor Rui também abordou o crescimento alarmante do feminicídio, apontando a misoginia estrutural como um problema que atravessa e impacta o ambiente escolar, majoritariamente composto por mulheres.

Com as eleições chegando, Rui foi direto ao traçar o que está em jogo:

“Existem dois projetos. Tem um projeto que que quer entregar o Brasil para voltar a ser colônia, que quer entregar nossa riqueza, nosso petróleo e nossas terras raras, e tem outro projeto que defende a soberania e os direitos conquistados. Eu sou instrumento da luta coletiva, da luta do povo, eu sou daqueles que vai defender o fim da jornada 6 por 1, vamos combater o feminicídio, vamos garantir a liberdade de expressão, garantir a soberania. Então, chegou a hora de você ter um deputado para chamar de seu. Tomara que seja eu”, ressaltou.

Além dos palestrantes, o seminário contou com a presença de Ivone Azevedo, diretora executiva de organização sindical, Alina Rita, coordenadora da Regional Serrana, os vereadores locais Tárcio Silva (MDB) e Cal de Bil (MDB) e demais representantes sindicais. A apresentação ficou por conta de Gilvan Dias, coordenador do núcleo de Castro Alves, ao lado da vice coordenadora, Edna Barbosa e de Eliane Cabral, diretora financeira da entidade.

Para além dos debates, o seminário também cuidou da saúde e do bem-estar dos presentes. O público teve a oportunidade de se vacinar contra Influenza e Covid-19, integrando a mobilização sindical a uma ação de saúde pública. Ao final, em clima de celebração e acolhimento, foi realizado um sorteio de brindes em alusão ao Dia das Mães.










APLB-Sindicato, Núcleo Castro Alves. Juntos na Luta!

Clique aqui e confira as fotos.


Ivisson Costa (MTb 6006-BA)
Jornalista 

Contatos para a imprensa:
[email protected]
WhatsApp: (75) 9 8142-1899
Instagram: @aplbcastroalves

 

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