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APLB reúne categoria em Assembleia virtual para tratar da vitória na ação pelo pagamento do piso do magistério de 2022

APLB reúne categoria em Assembleia virtual para tratar da vitória na ação pelo pagamento do piso do magistério de 2022

19 de Setembro de 2026

A APLB-Sindicato, Núcleo Castro Alves, realizou uma Assembleia Geral pela plataforma Google Meet neste sábado, dia 19/09, para informar a categoria sobre a vitória na ação judicial pelo pagamento do piso nacional salarial do magistério de 2022, além de discutir sobre o uso de recursos do Fundeb 70% para custear serviço de psicologia no sistema municipal de ensino.

Na pauta do piso do magistério, o coordenador sindical, professor Gilvan Dias, detalhou o resultado da decisão do juiz em primeira instância, que reconheceu o direito da categoria. Em 2022, professores e professoras não receberam o reajuste de 33,24%. Os recursos chegaram, mas não foram aplicados nos vencimentos dos profissionais.

A vitória em primeira instância representa um passo importante na luta pela valorização salarial do magistério. O município foi condenado a implantar no prazo de 90 dias o vencimento inicial da carreira do magistério em valor não inferior ao piso nacional para as jornadas de 20 horas e 40 horas. Foi condenado também a recompor os vencimentos dos demais níveis e classes na carreira, além de pagar as diferenças vencidas desde 2022 até a efetiva implantação, acrescidas de correção monetária e juros de mora. O processo ainda pode seguir para as instâncias superiores.

Anállisando a conjuntura, o professor Gilvan apresentou uma contextualização do marco legal obtido através da Lei Municipal 631/2009 que definiu o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos dos profissionais do magistério. “O plano de carreira foi um divisor de águas, mas a atual gestão municipal seguiu um entendimento distorcido. Teto não é piso, ou seja, juntar classe e nível para dizer que paga o piso é um engodo. E quem está sendo prejudicado com esse achatamento da carreira somos todos nós. Mas a justiça será feita”, disse.

No segundo ponto de pauta, foram apresentados os resultados da apuração feita pela Gipe Consultoria a partir das informações declaradas pela gestão municipal no SIOPE - Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação.  Foram identificados servidores contratados para prestar serviços de psicologia, custeados com o Fundeb 70%.

Ocorre que alguns desses servidores não possuem sequer graduação em Psicologia, enquanto outros não apresentam registro ativo junto ao respectivo Conselho Regional de Psicologia (CRP).

De acordo com a Assessoria Jurídica da APLB, essa situação demanda apuração imediata, uma vez que a ausência de formação específica e de registro ativo no Conselho de Classe podem impedir o regular exercício das atribuições privativas da profissão de psicólogo, além de comprovar que a gestão municipal mais uma vez está fazendo mau uso dos recursos.

Ao final, ficou estabelecido que APLB continuará apurando as irregularidades na aplicação dos recursos do Fundeb. A categoria será devidamente informada sobre os próximos passos.


Ivisson Costa (MTb 6006-BA)
Jornalista 

Contatos para a imprensa:
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