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Delegacia Sindical do Planalto realiza live para esclarecer situação dos Precatórios do Fundef das redes municipais

Delegacia Sindical do Planalto realiza live para esclarecer situação dos Precatórios do Fundef das redes municipais

17 de Abril de 2026

A Delegacia Sindical do Planalto, da APLB-Sindicato, promoveu uma live para atualizar a categoria sobre os precatórios do Fundef, dinheiro que a União deveria ter repassado aos municípios entre 1998 e 2006 e não repassou. Em Castro Alves, essa história já tem um capítulo doloroso: em 2018, a prefeitura usou parte desse recurso sem dialogar com o sindicato. Agora, a expectativa é que o restante seja pago com mais transparência a quem é de direito.

O encontro foi conduzido pelo professor Carlos Augusto, diretor da Delegacia, e reuniu a categoria formada pelos núcleos sindicais de Cruz das Almas, Castro Alves, Conceição do Almeida, Dom Macedo Costa, Sapeaçu e São Felipe. O objetivo foi explicar em que pé estão os processos e como vai funcionar o rateio dos recursos entre os profissionais que têm direito.

Durante a videoconferência, o advogado Dr. Vanderlei Marques, representando o jurídico do Escritório Aldairton Carvalho, da Frente Norte Nordeste, destacou o histórico do processo judicial impetrado pelos sindicatos para impedir que as prefeituras utilizassem os recursos por conta própria, sem critérios.

O advogado explicou que a partir da Emenda Constitucional nº 114/2021 e da Lei 14.325/2022 é que ficou definido, em nível nacional, como o rateio deveria ser feito. A partir daí, cada estado e cada município precisa aprovar sua própria lei ou decreto para oficializar 3 pontos: o calendário de pagamento, os critérios do rateio por jornada de trabalho e como contar os meses efetivamente trabalhados por cada profissional.

Em Castro Alves

Sobre os Precatórios do Fundef do município de Castro Alves, existem 2 processos:

Processo nº 0030722-41.2003.4.01.3300

-- Período coberto: janeiro de 1999 a dezembro de 2003

-- Valor total: R$ 12.307.652,09

-- Já pago ao município em 2018: R$ 6.463.356,60

-- Ainda travado, esperando decisão do juiz federal: R$ 5.844.295,49 (sem previsão de repasse)

Processo nº 1069117-75.2023.4.01.3400

-- Período coberto: 1º de janeiro a 31 de dezembro de 1998, e 1º de janeiro de 2004 a 31 de dezembro de 2006

-- Valor total pedido: R$ 75.634.155,65

-- Valor que a União reconhece (ela contesta o total e apresentou impugnação): R$ 37.662.656,44, atualizado até julho de 2023

-- Situação: processo segue em trâmite para definir o valor devido, sem previsão de repasse

Ou seja: parte do dinheiro já chegou (e foi gasto sem diálogo, em 2018); o restante ainda depende da Justiça e não há data certa.

"Estamos a lutar por cada tostão"

Quem acompanha esse processo de perto desde o início é a diretoria da APLB-Sindicato, Núcleo Castro Alves, representada pelo seu coordenador, professor Gilvan Dias. Na live, ele destacou que foi só a partir da chegada da APLB à cidade, oficialmente em 2018, que passou a ser possível fiscalizar de perto os recursos e evitar calotes ou qualquer tipo de desconto destinado aos profissionais da educação.

"A APLB sempre acreditou no diálogo e na negociação como instrumentos de resolução das demandas da categoria. Aqui em Castro Alves estamos a lutar por cada tostão, porque esse dinheiro é da Educação e seus profissionais. A prefeitura usou parte dos recursos em 2018 sem dialogar nada conosco. Dessa vez, esperamos que o município respeite a legislação", disse.

O que vem agora

Ao encerrar a live, o professor Carlos Augusto reforçou que a mobilização em torno dos precatórios vai continuar. "Não abriremos mão de um direito que pertence aos profissionais do magistério. A nossa luta jurídica será reforçada pela luta política até que esse recurso seja rateado entre os professores", afirmou.

A APLB-Sindicato vai manter a categoria informada sobre qualquer novidade nesse processo. A luta garante a conquista!


Contatos para a imprensa:
[email protected]
WhatsApp: (75) 9 8142-1899
Instagram: @aplbcastroalves

 

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